quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mastite puerperal

autoexame_copy

O que é a mastite puerperal?

A mastite é uma infecção aguda da mama, que geralmente incide sobre as mulheres, principalmente as primigestas, na primeira ou segunda semana após o parto. Geralmente é unilateral, podendo comprometer apenas uma parte da mama (mastite lobar e mastite ampolar) ou todo o órgão (mastite glandular). Os casos que não forem bem conduzidos e tratados podem evoluir com a formação de abscessos e até mesmo para um quadro de infecção generalizada, denominado septicemia.

Quais são as suas causas?

Em mais da metade dos casos, o microorganismo causador da mastite é uma bactéria chamada Staphilococus aureus. Porém, outras bactérias, bem como fungos e demais parasitas, podem atingir as mamas, causando sua infecção.

A mastite puerperal aparece em decorrência de um somatório de fatores, que juntos contribuem para a instalação do processo: uma sucção deficiente e incompleta da criança pode levar ao acúmulo de leite, denominado ingurgitamento mamário. Se além do ingurgitamento apresentado pela mãe, a criança apreende de forma inadequada a aréola mamária durante a sucção (pega incorreta), traumatismos poderão se formar nesta região, gerando fissuras, que servirão como porta de entrada para os microorganismos causadores da mastite. A falta de sono, o estresse, a má alimentação e o cansaço físico podem contribuir, diminuindo ainda mais a resistência da mãe.

Quais os sintomas apresentados?

Os sintomas mais freqüentes são aumento do volume mamário, dor, vermelhidão (rubor) e calor na região da mama que está comprometida. Além destes sintomas locais, outros gerais, tais como febre alta, prostração, inapetência (desânimo), tremores e calafrios podem acompanhar o quadro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é basicamente clínico, baseado na história apresentada pela paciente e nos sinais e sintomas descritos acima. Nos casos que têm uma evolução desfavorável, com formação de abscessos, a ultra-sonografia pode contribuir para melhor localizar as regiões da mama que deverão ser drenadas.

Qual é o tratamento?

O tratamento é feito através do uso de antibióticos por via oral, durante 7 a 10 dias, além de analgésicos e antiinflamatórios.

Aqueles casos que se complicam, com o aparecimento dos abscessos, requerem uma terapêutica mais rigorosa, às vezes, com internação para a drenagem cirúrgica e uso de antibioticoterapia venosa.

Outras medidas que contribuem para a recuperação mais rápida da mãe são:

* Manter a sucção da criança na mama sadia. Não há riscos para o bebê e esta postura contribui para diminuir o ingurgitamento mamário;

* Sempre que for possível esvaziar a mama comprometida, através da ordenha manual – fazendo massagens circulares, do centro para a periferia, ou com auxílio das bombas de sucção;

* Aplicar compressas geladas sobre a mama afetada, durante 15 minutos, 5 vezes ao dia. O gelo aliviará a dor e diminuirá o ingurgitamento. Nunca aplicá-lo diretamente para não causar queimaduras. Utilizar sempre uma fralda ou toalha entre a compressa gelada e o tecido mamário. Não exceder o tempo recomendado.

Existe prevenção?

As medidas que visam impedir o aparecimento das fissuras e do ingurgitamento mamário, precursores da mastite, contribuem de forma direta na prevenção desta intercorrência puerperal. São consideradas boas práticas:

* Amamentar sob livre demanda, ou seja, sempre que a criança desejar;

* Iniciar a amamentação precocemente, de preferência já na sala de parto;

* Começar a mamada pelo peito sadio ou que estiver menos dolorido.

* Observar se a pega da criança está adequada durante a sucção e variar a posição do bebê durante as mamadas;

* Não utilizar nenhum outro tipo de alimentação que não seja o leite do peito nos primeiros 6 meses de vida da criança, a menos que haja recomendação do pediatra;

* Expor os mamilos ao sol e ao vento no período da gestação e enquanto estiver amamentando, entre 10 e 15 minutos ao dia;

* O uso de buchas vegetais durante o banho fortalece o tecido da aréola e mamilo, deixando-os mais resistentes aos traumatismos;

* Utilizar sutiãs com alças largas e que promovam boa sustentação das mamas;

* Não utilizar cremes ou óleos sobre o mamilo e a aréola. A limpeza dos mesmos deverá ser feita apenas com água;

* Não aplicar produtos vegetais, como cascas de banana ou leite de mamão, com o intuito de curar as feridas. Eles podem agravar o processo e serem fontes de bactérias causadoras da mastite;

* Evitar o uso de protetores de mamilos, que dificultam a aeração dos mesmos e retardam o processo de cicatrização das fissuras. Também contribuem para confundir a pega da criança.

* As pomadas, os cremes ou as loções chamadas “cicatrizantes” irritam a pele e agravam as feridas já existentes quando retirados para a criança amamentar. Estas substâncias não devem ser aplicadas.

7 comentários:

  1. Adorei, assim pode instruir varias mães a amamentar adequadamente ^^

    ResponderExcluir
  2. muito bom aborda o assunto com muita claresa e esplica muito bem o assunto vcs estao de parabens otimo trabalho continue asim

    ResponderExcluir
  3. Mto interessante.... é bom... informar msm, pq essas coisas acabam acontecendo, por falta de não ter essa conciência! otimo trabalhoooo!!!! bjuss

    ResponderExcluir
  4. Nooossa muiiito bom trabalho !!

    Vocês não tem noção da força que estão dando a muitas mães... Informação eh sempre importante !! Tive esse problema durante a amamentção da minha filha que hoje esta com 4 anos sofri muito e se na época eu tivesse um pouquinho das informações que vocês me passaram agora... com certeza não teria tantos problemas !!!

    Obrigada, Bjinhus...

    ResponderExcluir
  5. Pessoal, minha esposa estava com este problema, ela sofria muito com dores e febre não sabiamos o que era pensamos que fosse uma gripe, mas ela não aguentava mais as dores nos seios também, ai resolvemos procurar um médico e foi diagnoticada a mastite...
    Ele prescreveu antibiótico e antiinflamatório por alguns dias e deu algumas das dicas que vocês deram aqui no blog, como fazer compressas geladas no local, tomar banho de sol nas mamas diariamente e etc...
    E isso ja nos ajudou muito, pois ela sofrendo, sofro junto além do nosso filhinho que não tem culpa da situação...

    Obrigada, espero que meu depoimento possa ajudar !!

    ResponderExcluir
  6. Eu estou com Mastite e não tenho filhos, antes achava que só grávidas e lactantes poderiam ter, me enganei. Dói muito, é impressionante!!! Pensei, como seria uma mãe amamentando seu bebê e sentindo esta dor horrível?
    A médica me passou antibiotico e estou sentindo uma grande diferença, tanto na dor como no inchaço, agora vou tratar e as compressas caem bem tbm....

    ResponderExcluir
  7. Quinta-feira,26 maio,2011
    Anonimo
    Eu estou com mastite e não tenho filhos pequenos ,a minha caçula esta com 27 anos.
    E uma dor insuportável e o medico me passou antibioticos e estou bastante assustada,pois nunca tive nada enquanto estava amamentando.

    ResponderExcluir